Ilhabela: primeiro destino do Mochilão

Quando decidi dar início ao meu mochilão em setembro de 2022, voluntariando (trocando meu tempo de trabalho pela hospedagem) com a Worldpackers pelo nordeste, o primeiro destino não foi exatamente planejado para isso – mas acabou se tornando um capítulo especial da minha jornada. Comecei por Ilhabela (SP), antes mesmo de cruzar a fronteira nordestina.

Fui como hóspede para um Hostel super conhecido na região, o Hostel da Vila, desses que tem uma energia única, cheia de gente do mundo todo, e com diferentes formas de hospedagem: barracas, cama em perua, cama numa lancha, cabanas na árvore…voce escolhe o estilo e mergulha na proposta de conexão com a natureza e com outras pessoas.

A beleza escondida por trás da chuva

Minha passagem por lá, foi digamos…mais tímida do que eu imaginava. Choveu todos os dias em que estive na Ilha. Aquelas trilhas que eu sonhava refazer, os banhos nas praias, os pores do sol cinematográficos – tudo ficou guardado para uma próxima vez.

Mas, sinceramente? Não me frustrei. A chuva trouxe outro ritmo. me permitiu olhar com mais calma para dentro, desacelerar. E por já conhecer bem a região, pude aproveitar momentos de aconchego, mesmo sem grandes passeios.

Conheci uma livraria/ cafeteria muito bacana por lá, a Ponto das Letras onde experimentei o chai indiano e comi um pedaço de cheesecake pela primeira vez!

Um ponto de partida simbólico

Estar em Ilhabela foi quase como um ritual de transição. Um “olá” para essa nova vida que eu estava escolhendo viver: mais leve, mais conectada, mais livre. E mesmo sem voluntariar ali, aquele momento foi importante para me preparar emocionalmente para o que estava por vir.

Dali, parti para Porto Seguro, na Bahia – onde viveria uma experiência completamente diferente, voluntariando em troca de hospedagem. E foi aí que a jornada realmente começou a ganhar cor, emoção e muitas histórias para contar (mas isso é assunto para o próximo post!)

Conclusão

Nem  sempre as viagens saem como o esperado. Às vezes o tempo fecha, às vezes o plano muda – mas sempre há algo para se viver, sentir e aprender.

Ilhabela me recebeu com chuva, mas também com acolhimento. Foi o primeiro passo de um caminho que só estava começando.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Rolar para cima